29 de janeiro de 2009

Pixinguinha para Papel de Parede



Olá, amigos d'A Caricatura.
Posto mais uma obra minha no formato papel de parede; aproveito e deixo breve, porém esmerada, biografia da celebridade.

Pixinguinha é um dos maiores músicos que o Brasil já gestou; deu base ao que chamamos hoje de música popular brasileira, mas, ironicamente, a maioria dos brasileiros sequer tem ciência de quem foi o gênio... claro que não: sua música não tem parentesco com a produção descartável que é empurrada em larga escala aos ouvidos atrofiados dos que ostentam a fugaz felicidade.
Se estivesse vivo, Alfredo da Rocha Vianna Jr completaria 112 anos em 2009. Deixo, acompanhando a caricatura, uma citação de Ary Vasconcelos:
Se você tem 15 volumes para falar de toda música brasileira, fique certo de que é pouco. Mas se dispõe apenas do espaço de uma palavra, nem tudo está perdido. Escreva depressa: "Pixinguinha".

Em três tamanhos... podem lavar que não estraga, já aguentou muito chorinho.

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Grande Abraço!

CARI&COROA (3)

BRIGA DE VIZINHOS

Você é baixinho e franzino. Tem um vizinho grandalhão e de maus bofes. Todo dia, você joga uma bombinha, um traque, no quintal do vizinho. Para espantar o cachorro. Para assustar o gato. Para fazer as crianças sair correndo. Isso durante dias e dias. O grandalhão reclama, pede trégua, quer conversar. E você, nada. Todo dia, uma bombinha, um traque. Como você acha que vai acabar essa história? Pois é, num massacre. Com o qual ninguém concorda. Afinal, você é pequeno e franzino. É sacanagem o que faz o vizinho truculento com você. E toda a rua fica revoltada, quando a ambulância recolhe o que restou de você. Mas, e as bombinhas? E a encheção de saco durante meses? Acho que em briga de vizinhos (que ainda por cima são primos!) a coisa só se resolve, quando a ambos se puxam as orelhas.

Isaias Edson Sidney

27 de janeiro de 2009

Overdose de Carmem Miranda!



Acima uma imagem que já postei no blog antigo, mas para o públivo novo - que graças aos deuses da caricatura vem crescendo na mesma medida em que aumentou a constância das postagens -, ei-la. São três caricaturas de Carmem Miranda (uma quarta pode ser conferida no post abaixo), mas cada qual feita num período diferente de meu desenvolvimento técnico - cuja seara jamais termina.
Aos que sentiram falta de uma biografia da modelo, segue uma breve...
Maria do Carmo Miranda da Cunha, nasceu ainda na primeira década do séc XX e foi, de longe, a "brasileira" mais famosa da história no exterior. Apesar de ser portuguesa, veio ao Brasil com apenas dez meses; dizia que era mais brasileira do que muitos nativos. Cantou nas rádios, programas de auditório, shows, até que foi convidada para apresentar-se na Broadway - onde impressionou a platéia. Tornou-se verdadeira coqueluche. Chegava a fazer quatro apresentações em dois clubes diferentes por noite. O próprio Getúlio Vargas facilitou sua ida aos EUA como estratégia de ereção dos símbolos nacionais. Carmem fez inúmeros filmes, eternizando a personagem da baiana; contracenou com os maiores atores da época, incluindo Zé Carioca da Disney. Quando acusada de "americanização”, respondeu com um samba cantado numa de suas voltas ao Brasil.
Há quem diga que sua morte deu-se por conta do excessivo tempo de trabalho; por outra, sugerem que seu marido a deixava extremamente deprimida. Tornou-se mito e figura emblemática quando se pensa na história da identidade cultural brasileira.

Por fim, alguns leitores têm pedido um passo-a-passo ou algo do gênero; o Tiago - excelente caricaturista -, foi o último a solicitar no comentário anterior. Estou trabalhando numa caricatura de Sartre; assim que terminá-la começarei a trabalhar num mini workshop on line que será postado aqui n'A Caricatura.
Para quem tiver mais sugestões: os comentário são todos bem vindos.
Grande Abraço.

Mais Carmem Miranda



Yes, amigos d'A Caricatura, nós temos bananas!
Carmem Miranda está na moda, vejam vocês. A talentosa cantora foi escolhida para ser homenageada no São Paulo Fashion Week último. Pulularam fotografias antigas, músicas, regravações e outros tantos badulaques temáticos da artista. Cá entre nós, acho o visual que Miranda consagrou o perfeito exemplo do exagero, da desmedida, da celebração do excesso visual – e gosto muito! Tanto é verdade que minha comunidade no Orkut tem uma caricatura anterior da mesma modelo que já está disponível neste espaço caricato para papel de parede – comemorando a tal brasilidade que se brada por aí.
Nosso país tem mesmo muita sorte no que concerne às coisas da diversidade; o Brasil é feito do cadinho étnico: Carmem Miranda, símbolo que representou nosso país no exterior, era portuguesa... e banana nunca foi fruta nativa da terra deste que vos escreve; veio da Ásia. É por isso que eu, descendente de italianos, digo: vivas à mistura!
A caricatura acima, nascida do puro nanquim, faz parte da série de 50 que em breve, se a crise mundial amoitar, estará em meu primeiro livro.
Grande Abraço!

24 de janeiro de 2009

Nanquim no Machado (2)



Olá, amigos d'A Caricatura!
Eis mais uma caricatura que fiz inspirada nas personagens de Machado de Assis - para uma exposição que aconteceu no Banco do Brasil em novembro do ano passado. Serviu-me de base o conto A História de um Homem e de um Macaco, cuja leitura recomendo sem medo. Já postei anteriormente a caricatura O Alienista (confiram!).
O nome da exposição foi curto e grosso: Nanquim no Machado.

Grande Abraço.

21 de janeiro de 2009

Nietzsche para Papel de Parede




Olá, amigos d'A Caricatura!
Está à disposição mais uma obra minha para papel de parede: Nietzsche. Creio que o autor não careça de maiores apresentações. Minha paixão pelo bigodudo começou quando li Assim falou Zaratustra - livro que recomendo insistentemente.
A Frase que acompanha essa caricatura é: “E que seja tida por nós falsa toda verdade que não acolheu nenhuma gargalhada”.
Eu já havia feito algumas ilustrações para editoras, mas depois que essa caricatura saiu na revista Filosofia, comecei a desenhar assiduamente para tal mercado - atividade que muito me honra e satisfaz, posto que o trabalho atinge a um tanto considerável de espectadores pelo Brasil afora. Abaixo deixo, também, a capa da revista.



Aproveito para agradecer uma vez mais toda a equipe da Escala.
O papel de parede, como sempre, em três tamanhos. Podem lavar e depois retirar os pêlos de bigode que ficarem na máquina.

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Grande Abraço!

CARI&COROA (2)

CAMINHONEIROS


Dessa turma, só restou mesmo uma vaga caricatura. Explico: até a década de 70, mais ou menos, viajar pelas estradas do Brasil era (e acho que ainda é) complicado. Mas, naquela época, dizia-se, havia verdadeiros anjos da guarda: os caminhoneiros. Afinal, conduzindo cargas preciosas, dirigindo máquinas possantes e caras, deviam ser pessoas do bem. E eram: ajudavam a gente, davam passagem, avisavam de acidentes, sinalizavam se havia comando, buzinavam para nos saudar. Agora? Deu no Fantástico: trinta por cento deles viajam grogues. Com a cara cheia de bebidas alcoólicas, anfetaminas, cocaína, crack, o escambau. Por isso, fuja deles, desses insanos caminhoneiros (agora com máquinas bem maiores e bem mais possantes) que andam por aí a passar por cima, literalmente, de nossos pequenos automóveis, provocando acidentes, transformados de anjos em verdadeiros demônios das estradas. Ainda bem que são “só” trinta por cento...


Isaias Edson Sidney

19 de janeiro de 2009

Groucho Marx



Groucho Marx foi um sujeito muito engraçado; não apenas pela sua verve cômica que junto aos seus pares formou o famoso grupo Marx Brothers, mas também pelo semblante único e impagável. O humor sofisticado e ácido pode ser conferido em sua mais famosa frase (na minha opinião):

"Eu nunca faria parte de um clube que me aceitasse como sócio".

Para quem não conhece seu hilário trabalho, há muita coisa disponível na internet; uma rápida busca resultará em fartos frutos.
Grande Abraço.

15 de janeiro de 2009

Salvador Dalí para Papel de Parede



Olá, Amigos d'A Caricatura.
Essa é uma obra que gosto muito e faz parte de meu portfolio. Foi selecionada e muito bem criticada pelo site alemão Toon Pool.

Salvador Felipe Jacinto Dalí i Domènech nasceu no dia 11 de Maio de 1904 na Catalunha, Espanha. Foi um artista ímpar: chegou a declarar - ao ser expulso do movimento estético que fazia parte: "O surrealismo sou eu". Sua obra nos impressiona pela capacidade imaginativa, expressa nas cores e figuras distorcidas e ressiginificadas - como num sonho. A famosa imagem do relógio derretendo tornou-se um emblema do surrealismo. Quando jovem, ao ser expulso da academia, disse: "não há ninguém suficientemente capaz para me avaliar". Foi amante do grande escritor e dramaturgo Federico Garcia Lorca; casou-se, posteriormente, com Gala Éluard Dalí. Curiosamente, em meio aos marxistas que compunham a maioria da classe artística de sua época, Dalí declarava-se "anarco-monarquista". Mas podemos notar que a repulsa inicial por seus trabalhos deu-se antes pelas convicções políticas do que pelo valor de sua obra que influenciou movimentos e artistas pelo mundo.

Em três tamanhos diferentes; lavar a seco - sob o risco de derretimento.

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Grande Abraço!

14 de janeiro de 2009

CARI&COROA: a Coluna do Isaias!



Olá, amigos d'A Caricatura!
Isaias Edson Sidney é talentoso escritor, dramaturgo, contista e outros tantos títulos devidamente merecidos. Meu contato com esse artista já soma quase quinze anos - quando da minha primeira aparição no SEMDA - Seminário de Dramaturgia do Arena, coordenado por Chico de Assis. Tive a honra de ilustrar o seu livro Lua Quebrada. A partir de hoje, Isaias escreve uma coluna (cujo conveniente nome o próprio criou), de textos rápidos sobre caricatura e sátira de assuntos diversos, acompanhados de uma breve ilustração minha. Já na estréia sugere um novo emprego para nós caricaturistas. Espero que gostem e acompanhem.
Deixo o blog do autor - que sempre paga o visitante com excelente conteúdo:
http://venenodecobraxxi.blogspot.com/

Grande Abraço!


CARI&COROA
(O outro lado da caricatura)


CARICATURA POLÍTICA

Há quem diga de um que muito mudou: dele restou só a caricatura. Penso e pergunto: o que restou do fulano? Não muito, claro. Ou tudo? O essencial, talvez, que não é muito para certos indivíduos. Pois é isto: o caricaturista mostra o essencial, o mais importante. Sabe aquela foto que aparece na urna eletrônica,quando se vai votar? Por que não colocar ali, em vez da foto em foto shop, a caricatura? Seria o político em estado puro, na sua essência, crestado e exaurido pela pena desses caras que sabem ver o que nós, simples mortais, só descobrimos muito tempo depois. Quando descobrimos! E teríamos, então, um novo emprego para a caricatura política. E que emprego, não?



Isaias Edson Sidney

Caricaturas no Canal Rural



Olá, Amigos d'A Caricatura.

Recentemente apresentei-me no Canal Rural em virtude do aniversário de um ano do programa Bom Dia Campo. O motorista veio me pegar às 5.15h - isso mesmo, às 5.15h! -, que para quem me conhece sabe que é o horário em que vou dormir toda noite (ou madrugada, se preferirem). Esse é um problema que a produção disse que enfrenta: uma tremenda dificuldade em trazer artistas, já que o horário é o do homem que acorda com as galinhas. Além do simpático apresentador Sandro Favero, também contamos com a cantora Perla - lembram dela? Tudo isso às 6h da madrugada, para desespero do caricaturista.

Agradeço ao pessoal da emissora - que me recebeu com todas as pompas.

Grande Abraço.

12 de janeiro de 2009

Bukowski



Olá, amigos d'A Caricatura!
Posto uma caricatura que demorou para ficar pronta: Bukowski - também conhecido como o velho sacana. Com esse autor não tem jeito: ou amamos e olhamos o mundo com seus olhos... ou odiamos e não entendemos como alguém pode gostar do sujeito. Na categoria caricatura, Bukowski é um modelo daqueles que ajuda o caricaturista; ajuda, mas dá trabalho. Mais do que isso, urge externar certa decadência mundana que é retratada em sua obra, a ponto de fazê-la brota na pele (literalmente).

Em tempo: meu amigo Isaías, grande escritor, estará postando textos curtos aqui n'A Carictaura às quartas e sextas. Para os seus textos farei uma rápida ilustração. Confiram!

Grande Abraço.

8 de janeiro de 2009

Entrevista





Olá, amigos d'A Caricatura.
Faz um tempo fui entrevistado pelo blog freestyle Fine Arts, de Bruno Corrente. Gostei muito da abordagem bem humorada. Abaixo transcrevo a entrevista original.

Apresentando: Toni D'Agostinho.
Ilustração em geral não é uma categoria considerada “arte”, lembro nitidamente uma vez que criticaram meu trabalho negativamente na faculdade – Isso é ilustração! - eu pergunto, qual é o problema?

Os artistas podem ser mais preconceituosos que os não-artistas.

Enfim, isso tudo é pra apresentar o trabalho do caricaturista Toni D'Agostinho.

Caricatura em geral parece ser algo simples, mas o interessante é ver os personagens que ele retrata.



Essa é a caricatura que me motivou a postar sobre o Toni.
Fala se o pequeno Nietzsche não está a cara do nosso Sr. Mustache?!


Pra quem se interessar: http://acaricatura.blogspot.com

Segue abaixo uma breve entrevista que fiz por e-mail com ele:



Bruno: O que é arte?

Toni: É a coisa mais inútil, do ponto de vista prático, e mais útil, do ponto de vista simbólico, que o homem já ousou inventar.


B: Você se considera um artista? Porquê?

T: Sim; está escrito na minha carteira de trabalho!


B:Se você fosse o curador da última bienal de sp (aquela do "como viver junto") cometeria suicício?

T: É contra a minha religião. Arte "pós-moderna" também.


B: O que te levou a fazer caricaturas? Hoje, que ferramentas/técnicas você usa?

T: Comecei fazendo caricaturas dos amigos enquanto estudava teatro; quando me formei fui chamado a fazer eventos. Nunca mais parei. Hoje, no último ano de Sociologia e política, tento inclinar meus trabalhos para a caricatura política e social.


B: Como captar a essência visual/intelectual do retardado, quero dizer, retratado?

T: Com o tempo, o artista dessa área acaba desenvolvendo uma certa "sensibilidade". O interior acaba se tornando saltando aos olhos do caricaturista e facilita na deformação da "superfície".


B:Se você pudesse fazer uma pergunta para Pablo Picasso, qual seria?

T: O que é maior? O Pablo ou o Picasso?

6 de janeiro de 2009

Pitágoras para Papel de Parede



Olá, amigos d'A Caricatura!

O retorno do papel de parede de Carmem Miranda foi muito bom; vários emails chegaram agradecendo. Então, resolvi postar um novo: Pitágoras, criador da palavra "filósofo", foi pensador grego que nasceu em Samos por volta de 570 a.C; defensor da harmonia e ascetismo, fundou uma sociedade fechada cuja meta era alcançar a sabedoria suprema: a Escola Pitagórica. Para os pitagóricos o número é a essência da realidade - portanto o estudo da matemática foi fundamental na doutrina - porquanto, afirmava o mestre: a salvação da alma viria a partir do "burilamento intelectual".

Também em três tamanhos, mas, diferentemente do anterior, se lavar há perigo de encolher.

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Grande Abraço.

4 de janeiro de 2009

Carmem Miranda para Papel de Parede



Olá, amigos d'A Caricatura!
Volto a postar depois de alguns dias sob a atmosfera das festas - quem me conhece sabe que não sou exatamente um fã das festividades que culminam cada ano do calendário gregoriano. Por incrível que possa parecer sou mais íntimo do dia útil - workaholic assumido... mas fazer o quê se trabalho naquilo que amo?


Para iniciarmos 2009 com o pé direito, disponibilizo uma das minhas caricaturas prediletas; é um presente para os caríssimos que gostam de papéis de parede inusitados. Em três tamanhos (pode lavar que não encolhe).

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Grande Abraço!