31 de março de 2009

Exposição 50 Razões para Rir!

Olá, amigos d'A Caricatura!
É com grande prazer que convido a todos para a exposição de minhas caricaturas em nanquim. Fica dois meses no Metrô Santa Cecília; depois outras estações.
Divulguem!
Confiram!
Grande Abraço.

em tempo: logo sai o livro.

23 de março de 2009

Cari & Coroa (6)

Olá, Amigos d'A Caricatura!
Mais um texto do Isaias - um dos meus dramaturgos preditletos.
A caricatura acima é do antropólogo Roberto Da Matta; fois feita para a exposição Futebol Pensado, no Sesc Vila Mariana, cujos expositores foram Baptistão, Carlinhos Muller e este que, humilde e gloriosamente, vos escreve.
Boa leitura e Grande Abraço.


TORCIDAS ORGANIZADAS E VETERANOS DE FACULDADES: UNI-VOS!

O cara pode ser pobre, rico ou remediado. Pode ter valores cristãos ou de cidadania. Ou, seja: ser um bom sujeito. Para os amigos, para a família. Para a sociedade.

Mas, juntam-se dois ou mais desses “bons sujeitos” numa torcida organizada ou num pretenso “clube” de veteranos e a merda está feita. Tornam-se monstrinhos, capazes de agredir, de torturar e até matar.

A única diferença entre os “torcedores organizados” e os “veteranos” de nossas faculdades é que os primeiros são uma praga que ocorre em todos os jogos, durante todo o ano, e os segundos só aparecem na época das matrículas. Mas, são ambos uma praga. Que precisa ser combatida com muita, mas muita mesmo, educação. E um tanto de repressão.

O trote é uma estupidez. E não me venham com esse troço de “trote solidário”, não. É tudo a mesma porcaria. Se querem demonstrar um mínimo de civilidade e não de barbárie, que recebam os novos alunos com uma festa, com um baile, com um desfile de carnaval. Nunca na porrada.

Porque, na porrada, nossos ilustres universitários se unem às torcidas organizadas, para bater, ferir, matar e morrer em nome de... nada, absolutamente nada!


Isaias Edson Sidney

19 de março de 2009

Telefone para Deus


Diabo - (Ao telefone) Alô, Deus?
TeleDeus - Desculpe, mas Deus está ocupado.
Diabo - ...como ocupado? Deus não é onipresente?
TeleDeus - Sim, mas está numa reunião que demanda toda a Sua atenção.
Diabo - Que história é essa? Deus não é onisciente?
TeleDeus - É... mas Ele está muito cansado...
Diabo - Ele é Todo-poderoso!
TeleDeus - Desculpe, senhor, mas eu só trabalho aqui. Se quiser fazer uma reclamação pode falar com a nossa ouvidoria celestial.
Diabo - Pois eu quero.
(Depois de meia hora de musiquetas de elevador a linha cai.)
Diabo - Estou começando a desconfiar que Deus está me evitando. Mas... logo Ele... que a tudo perdoava.

*A ilustração acima foi feita por mim para a Revista Imprensa. Está nas bancas, confiram!

12 de março de 2009

Eu, Mamãe e Psicose.

Olá, amigos d'A Caricatura!

Não é preciso ter assistido a genialidade de Hitchcock, em Psicose, para saber que as grandes tragédias da vida de um homem já estão bordadas na saia de sua mãe - desde o nascimento do pimpolho. De nada vale a prevenção; é quase lei natural: por mais que o caboclo esteja escorado em dignidades e honrarias, há sempre um ridículo matriarcal de tocaia, pronto para assaltar a masculinidade construída às custas de muito suor. É duro admitir, mas um homem aos olhos de sua genitora jamais deixará de ser um inocente mocetão. Para sustentar meus argumentos, narro, pois, o evento do qual fui protagonista ao lado de minha doce e sempre conveniente mamãe.

Um pronto socorro público recebeu a mim, às três e meia da madrugada, com uma crise de gota (excesso de ácido úrico que cristaliza nas articulações e gera dor aguda, principalmente no dedão do pé). Para entender a situação em que me encontrava, é mister fazer breve exercício de visualização - sobretudo para quem não é ávido usuário dos serviços de saúde do Estado: à frente, um jovem de vinte e tantos anos, com uma faca cravada na coxa, era atendido no corredor; ao meu lado um homem baleado no peito, algemado à maca e acompanhado por dois policiais, aguardava a morte certa... (cenário perfeito para um suspense de Hitchcock), e eu... em companhia desses pacientes, já me sentindo ridículo, com "dorzinha no dedão do pé". Todos fomos conduzidos à sala interna. Minha mãe, assustada com a situação, permaneceu no primeiro saguão. Entretanto, ao saber que eu teria de tomar uma injeção, ela entrou e, soltando os bofes e agitando os braços, gritou:

- Toni, toma na nádega!

A vítima da facada, os dois policiais, médicos, todos me olhando. Todavia, o mais impressionante foi o moribundo, que, reunindo o punhado de força vital que lhe restava, tentou erguer-se e virou a cabeça em minha direção... naquele momento eu pude ouvir seus pensamentos e tive a certeza de que ele morreria mais feliz se visse o meu rosto... o rosto do sujeito que iria "tomar na nádega".

Perto de minha mãe, Psicose é "sessão da tarde".

8 de março de 2009

Stand up comedy do Arcebispo de Olinda

Stand up comedy é uma performance na qual um comediante fica em pé, diante de um microfone, e mostra a que veio. Muito apreciada no exterior, a atração caiu no gosto do brasileiro. Reza a lenda que em Olinda um humorista está fazendo um show cheio de graça, verdadeiro sucesso: ele trata casos contemporâneos de violência doméstica com os mesmos valores da idade média, interpretando um inquisidor à la Torquemada. Parece que em um dos quadros mais comentados pela platéia, o comediante, trajando o manto sacro, excomunga os médicos e a mãe responsáveis pelo aborto - dentro dos ditames legais -, feito em uma criança de nove anos, estuprada pelo padrasto; o show chega ao clímax com a declaração de que só o estuprador não corre risco de excomunhão, já que a igreja não considera o estupro crime gravíssimo.

Apesar da platéia ir às gargalhadas com as peripécias do Arcebispo, há sempre uns descontentes que preferem mostrar a carranca, alegando que uma coisa tão absurda jamais aconteceria na realidade; mas o stand up comedy tolera um tanto de ficção, portanto as críticas são infundadas. Devido ao sucesso e à casa lotada, o humorista dom José Cardoso Sobrinho está preparando um segundo show no qual a própria criança vai ser excomungada por ter sido estuprada.

Quanto tempo ficará em cartaz?

6 de março de 2009

A Dor de Cabeça do Palhaço!




Olá, amigos d'A Caricatura!

Em minha modesta e humilde - embora magnífica -, opinião, o riso é o gesto humano que mais exprime nossa essência. Não vou cair no chavão de escrever que "é o melhor remédio", mas afirmo, sem receio, que rir nos ajuda a enfrentar as vicissitudes da vida.

Se há uma figura que encarna com legitimidade o tipo ridente e seus excessos, essa figura é a do Palhaço. Mas ultimamente parece que o bufão do nariz vermelho não tem motivo para rir: o profissional circense já não é mais isento de pagar CCM - um dos tantos tributos que nós brasileiros, profissionais liberais, pagamos. É, meus queridos, a máquina de arrecadação do Estado deu um jeito de lançar suas redes sobre os largos sapatos cor de laranja!

Fico imaginando o que acontece se o Palhaço, nada acostumado com a burocracia, der de ombros à obrigação tributária e não pagar o imposto... Certamente a Justiça há de incluir um tal contribuinte "Pistolinha" no cadastro da dívida ativa da União. Se a insistência em não contribuir se mostrar irredutível, só resta às autoridades o confisco de bens. Mas alguém já viu as posses do Palhaço? A única coisa que ele tem é um fusca cor de rosa, com bolas roxas, no qual moram mais vinte Palhaços que também não pagam CCM. O que o Estado vai fazer com isso?

Para evitar tanta dor de cabeça... só rindo!

Grande Abraço!

*a caricatura acima já consta de postagem anterior, mas sem a frase e a formatação. Resolvi, portanto, postá-la novamente - já que escrevi esse "textículo" inspirado justamente na citação de Groucho Marx.