23 de abril de 2009

Toni D'Agostinho desenhado por Paulo Caruso

Olá, amigos d'A Caricatura!
Eis uma caricatura deste que escreve, feita pelo grande Paulo Caruso.
Fiquei muito honrado em ser retratado por um mestre da arte satírica.
Estivemos no Programa Ronnie Von, na Tv Gazeta, falando sobre caricaturas e humor. Em breve postarei um tanto da entrevista.
Grande Abraço.

19 de abril de 2009

Telefone para Shakespeare



Operadora- Quem é?
Shakespeare- "Ser ou não ser: eis a questão".
Operadora- A nova lei de portabilidade para celulares já está valendo. O senhor gostaria de trocar de operadora e ganhar um bom aparelho celular?
Shakespeare- "Não existe o bom ou o mau; é o pensamento que os faz assim".
Operadora- Sei... bem, o senhor está satisfeito com a sua atual operadora?
Shakespeare- "Bem pago está quem por satisfeito se dá".
Operadora- Mas eu estou pronto para oferecer um pacote de serviços que, tenho certeza, o seu plano não possui.
Shakespeare- "Sofremos demasiado pelo pouco que nos falta e alegramo-nos pouco pelo muito que temos"...
Operadora- O senhor fala de um jeito esquisito.
Shakespeare- "Há mais entre o céu e a terra do que pode imaginar nossa vã filosofia".
Operadora- Com uma boa conversa, sei que vamos chegar a um acordo.
Shakespeare- "Os que muito falam, pouco fazem de bom".
Operadora- Olha, eu preciso cumprir a minha cota... pensa que gosto de ligar para os desconhecidos e ficar implorando? Eu só não quero perder meu emprego!
Shakespeare- "Algumas quedas servem para que levantemos mais felizes".
Operadora- Vai pro inferno! (Desliga o telefone).
Shakespeare- "O resto é silêncio".

13 de abril de 2009

Exposição com Dentes mais Brancos

Olá, amigos d'A Caricatura.
Antes que alguém despeje um gracejo, antecipo a troça: o riso da fotografia acima foi especialmente "desenhado" por mim, enquanto esperava pelo "click", para mostrar meu clareamento dental. É posto que a risada deve ser, sobremaneira, espontânea, mas... depois de pagar uns tantos reais pela façanha odontológica, saí rindo de tudo e de todos; menos por leviandade, mais por aquele sentimento que temos ao fazer uma nova aquisição. Atire a primeira pedra quem nunca cedeu à luxúria das compras. As pessoas mostram seus carros novos, seus sapatos, roupas... como se estivessem esfregando nas fuças alheias a possibilidade de consumo. Eu, apenas humano, não sou diferente. Apesar de lutar contra essa "ligeira soberba", sou forçado a, vencido, declarar: eis-me aqui - a mostrar um brinquedo novo: meus dentes brancos.
Prometo que continuarei na peleja, travando combate contra esse hábito tão deselegante e sem lugar numa época de crise. Tenho, todavia, esperanças de que a mania da ostentação passe antes da minha vasectomia... ou a próxima foto será meio esquisita...

Grande Abraço!
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Em tempo: aproveito esse post para agradecer aos meus amigos virtuais: Johnny Blaze, do blog Motoqueiro Fantasma (http://motoqeirofantasma.blogspot.com), que me enviou o selo abaixo; e Ricardo Blauth - que passou lá na estréia da exposição e me presenteou, gentilmente, com um desenho belíssimo (em breve postarei).


9 de abril de 2009

A culpa é da minha mulher!

Olá, amigos d'A Caricatura... é com pesar que digito o post de hoje.

Juro que jamais havia erguido a mão para matar uma mosca; até ontem a idéia de que eu pudesse bater em uma mulher, soava a mim como disparate. É impressionante como mudei em apenas algumas horas. Mas se cabe um momento de justificativa pelo meu tormento "medico-monstro", ei-lo num breve relato - triste, mas nunca arrependido.
Assim que soube do teatro de baixeza que minha mulher fora capaz de protagonizar, o sangue me ferveu a alma. A desgraçada teve coragem de fazer... fazer... isso... comigo! Marafona! Helena, a meiga ninfeta por quem me apaixonei, cujas juras de amor e fidelidade sempre estiveram acima de qualquer dúvida, traiu-me com o desprezo que merecem os parvos. Mas não haveria de ser nada; a paga pela injúria seria o sangue que derramar-se-ia! Convicto, esperei pela meretriz sentado na poltrona por toda a tarde. Enquanto o sol fazia seu trajeto pela carruagem de Apolo, eu costurava a trama de minha vendeta. Afinal foi a miserável quem assumiu os riscos quando fez... fez... aquilo comigo! Minha mão ensaiava o golpe com a faca, entretanto o cutelo, que me saltava às vistas, daria o final mais digno das grandes tragédias. Pensei nas palavras que diria antes da estocada fatal, pensei nos olhares, nas expressões. Enfim, a noite chegou e ouvi, aliviado, o ferrolho da porta.

- Olá - disse a Messalina, sem um pingo de vergonha na cara!
- Eu sei de tudo – respondi trivialmente, apesar de todo o ensaio.
- Tudo o quê?
- Não adianta negar, ele me contou.
- Ele? Ele quem? Não sei do que está falando, amor.

Chamar-me “amor” foi a gota que não coube em meu cálice de auto-controle. Ergui o cutelo e deixei que seu peso e a gravidade fizessem o resto. Rachei o crânio como se corta um melão. Olhando aquele corpo que mais parecia marionete sem titereiro, jogado numa poça de sangue, não consegui sentir culpa. Nada... nem um incômodo na consciência. Ela era a culpada! Ele mesmo revelou às câmeras do mundo, em frente ao primeiro ministro inglês:

- Essa crise foi causada por gente branca e de olhos azuis - disse o presidente Lula.

Ao ouvir essas palavras, não restou dúvida sequer... Lula revelara o crime de Helena: branca, de olhos azuis. Quem diria que a algoz da economia mundial dividia a cama com este ingênuo que escreve? É certo que sentirei saudades, mas, ao menos, o mercado financeiro internacional e a boa gente do nosso Brasil já não tem mais nada a temer.

8 de abril de 2009

Cari & Coroa (7)




Olá, amigos D'A Caricatura!
Outro texto do grande Isaias - com uma caricatura minha de Bentinho.
Grande Abraço!


CAPITU? BENTINHO!... BENTINHO!... BENTINHO!...


Mulheres: perdoem-me! Críticos: se não gostarem, vão lamber sabão. Mas o que eu acho é que esse negócio de “Capitu traiu ou não traiu?” está mais do que manjado. E é um assunto muito chato. Se traiu, Bentinho é corno. E daí? Se não traiu... Bem, aí a história muda. Pra onde? Pro cu do conde onde seu avô se esconde? Bah! Deixem Capitu em paz: o grande nome do romance do Bruxo de Cosme Velho é, mesmo, Bentinho. Não desse ele nome ao livro: Dom Casmurro! Acho que se deveria prestar mais atenção à mudança de qualidade de nosso herói: apaixonado (por Capitu ou pelo Escobar? Ou por ambos?), viu sua vida mudar de feliz, pelo casamento (forçado pela sociedade da época?), para uma vida chata, burguesa, com filhos, com uma esposa perfeita... Acho que ele queria mesmo era soltar a franga, sair do armário, fugir com o amigo Escobar pras Europas (cala-te, boca!). Se Capitu traiu, foi dupla traição: da amada e do amado! (Qual chifre doeu mais?) Virou casmurro: Dom Casmurro! O Bruxo sabia muito mais de gente e da sociedade conservadora de sua época do sonham os exegetas de sua obra. Bem, é isso o que eu queria falar no centenário do Machado e não falei. Fui!

Isaias Edson Sidney

3 de abril de 2009

Telefone para Maluf



Imprensa- Alô?
Maluf- Quem fala?
Imprensa- Gostaríamos de marcar uma entrevista para que o senhor possa dar a sua versão sobre a apreensão dos US$ 22 milhões.
Maluf - Não sei do que está falando.
Imprensa- Oras, o dinheiro enviado ilegalmente pelo senhor - que será repatriado, segundo decisão da justiça de lá.
Maluf - Não tenho dinheiro fora do país.
Imprensa- Mas isso já foi provado.
Maluf- Nunca tive conta em banco estrangeiro.
Imprensa - A existência dessa soma nas Ilhas Jersey é notícia no mundo todo.
Maluf- Nunca tive - ou terei! -, dinheiro fora do país.
Imprensa- Quando foi prefeito de São Paulo...
Maluf- Prefeito de São Paulo? Olha aqui, rapaz, acho que está me confundindo.
Imprensa- Dr. Maluf...
Maluf- Maluf? Quem é esse?
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