29 de maio de 2009

Grampo ou Concurso Público?

Olá, amigos d'A Caricatura!

Quando era adolescente e sonhava com o estrelato no mundo das artes, idealizei o sucesso vinculado à entrevista no Programa do Jô. Apenas quando eu bebesse da famosa caneca do gordo, estaria realizado. Para tanto, dei-me um limite: 35 anos. Se, ao findar do prazo, não desfrutasse de um mergulho abissal no universo das celebridades, só restaria um concurso público para o Banco do Brasil.
Hoje, na aurora dos 35 anos, que à época jamais chegaria, penso que desfruto de certa maturidade... não tenho ilusões com o sucesso; entendi que este é primo-irmão do fracasso. O Jô Soares já não é o mesmo sujeito espirituoso que nos encantava a todos.
É, mudei muito... não dependo mais da indústria cultural para ser "coroado". Sobrou-me apenas a ínfima vontade de ter o telefone grampeado ilegalmente pelo Estado: dar-me-ia a sensação de que sei muito mais do que realmente sei. Por isso, espero até os 55... ou volto à idéia do concurso público!

Grande Abraço!

13 de maio de 2009

Telefone para Confúcio



Seguradora- Boa tarde, senhor Confúcio. Sou representante de uma das maiores seguradoras do país; nossa companhia supera todas as concorrentes do mercado.
Confúcio- "Não fales bem de ti aos outros, pois não os convencerás. Não fales mal, pois te julgarão muito pior do que és".
Seguradora- ...O senhor se preocupa com o futuro?
Confúcio- "Se queres prever o futuro, estuda o passado".
Seguradora- O passado? Senhor, eu gostaria de lhe oferecer um seguro de vida com cobertura total.
Confúcio- "Quem de manhã compreendeu os ensinamentos da sabedoria, à noite pode morrer contente".
Seguradora- Eu sei que é um assunto difícil, mas a morte é inevitável.
Confúcio- "Para quê preocuparmo-nos com a morte? A vida tem tantos problemas que temos de resolver primeiro".
Seguradora- ... parece que o senhor não entendeu o que é, exatamente, o meu produto.
Confúcio- "Sem uma língua comum não se podem concluir os negócios".
Seguradora- Imagine que o senhor venha a falecer - Deus nos livre, mas isso acontece com 100% das pessoas- , como ficam aqueles que o estimam?
Confúcio- "O mestre disse: Quem chega aos quarenta anos sem ser estimado, não o será nunca mais".
Seguradora- Meu Deus! Parece que eu estou falando grego!
Confúcio- "Não posso ensinar a falar a quem não se esforça por falar".
Seguradora- Muito bem , vamos com calma... Não acha que é uma atitude inteligente prevenir certos problemas que o senhor não terá como cuidar após a morte? É inteligente, não é?
Confúcio- "O maior prazer de um homem inteligente é bancar o idiota diante do idiota que quer bancar o inteligente".
Seguradora- O senhor está me ofendendo, por acaso?
Confúcio- "Ser ofendido não tem importância nenhuma, a não ser que nos continuemos a lembrar disso".
Seguradora- Não precisa falar desse jeito, só estou trabalhando!
Confúcio- "Escolhe um trabalho de que gostes, e não terás que trabalhar nem um dia na tua vida".
Seguradora- Filho da puta!
(Seguradora desliga o telefone.)
Confúcio- "O silêncio é um amigo que nunca trai".

4 de maio de 2009

Carta do Porco à Nação




Caros concidadãos brasileiros:

Venho por meio desta, prestar esclarecimentos concernentes à possível pandemia que ameaça assaltar nosso país. O Ministério da Saúde já tomou todas as precauções recomendadas pela OMS. Urge, portanto, afastar da cabeça da massa qualquer motivação para o pânico. O Brasil está seguro; não há razão para pensarmos o contrário.
Sei que a presente declaração pode, aos ouvidos dos incrédulos, sugerir otimismo desmedido, mas, na qualidade de responsável pelas operações de campo e investido do poder confiado pelo próprio ministro, não medirei esforços para salvaguardar o bem estar da nação.
Eis a mostra evidente de minha obstinação: estou trabalhando - com muita energia e afinco! -, mesmo sentindo os desconfortos de uma gripe violenta.

Ass: Porco.