4 de fevereiro de 2010

Chávez!

Logo no início de seu 18 Brumário, Marx aponta: "Hegel observa em uma de suas obras que todos os fatos e personagens de grande importância na história do mundo ocorrem, por assim dizer, duas vezes. E esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa".
Ao utilizar o nome de Simón Bolívar, parece a mim que Hugo Chávez lança mão de uma artimanha  semelhante a de Luís Bonaparte: vale-se do prestígio político alheio para justificar sua "revolução"; evoca o espírito nacional e os gritos de uma outra era para servir de muro de arrimo social.
É triste quando o autoritário se veste do socialismo e pratica a barbárie que afirma combater.

2 comentários:

Valter disse...

O presidente venezuelano realmente é personagem controverso em nossa história... acredito que só o futuro irá nos esclarecer sobre seu legado.

Toni D'Agostinho disse...

Esperemos...