É impressionante a fúria que um lápis e um pedaço de papel faz brotar nos homens dos regimes autoritários, homens com a moral estreita e com a cabeça cheia de certezas sobre como o mundo deveria ser. Ali Ferzat, cartunista da Síria, foi espancado e - pasmem!-, teve suas mãos quebradas a marretadas por ter desenhado o presidente Bashar al-Assad à semelhança de Kadaffi. "Este foi só um aviso", disseram os cupinchas que realizaram o "serviço". Quebrar as mãos de um desenhista é o gesto dos ignorantes, pois o desenhista não as usa para o desenho; usa os olhos e o raciocínio acerca de realidade; pode segurar o lápis com os pés, como bem chargeou meu amigo cartunista Gilmar, com a boca se preciso for. Bashar al-Assad passará e, por fim, será apenas mais uma figura hedionda numa página obscura da História. Nosso colega cartunista desenhará a página.

4 comentários:
O poder da escrita, hehehe! Muito show a carica!! abç
como diriam por ai ...a luta continua!
Olá... obrigado pela visita.
Estou meio ausente, pois estou fazendo um curso que está me tomando o tempo.
valeu... abração
Isso foi a atitude de um "primata", não de um "filho de Deus"
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