26 de agosto de 2011

Cartunista Ali Ferzat tem mãos esmagadas por governo da Síria

É impressionante a fúria que um lápis e um pedaço de papel faz brotar nos homens dos regimes autoritários, homens com a moral estreita e com a cabeça cheia de certezas sobre como o mundo deveria ser. Ali Ferzat, cartunista da Síria, foi espancado e - pasmem!-, teve suas mãos quebradas a marretadas por ter desenhado o presidente Bashar al-Assad à semelhança de Kadaffi. "Este foi só um aviso", disseram os cupinchas que realizaram o "serviço". Quebrar as mãos de um desenhista é o gesto dos ignorantes, pois o desenhista não as usa para o desenho; usa os olhos e o raciocínio acerca de realidade; pode segurar o lápis com os pés, como bem chargeou meu amigo cartunista Gilmar, com a boca se preciso for. Bashar al-Assad passará e, por fim, será apenas mais uma figura hedionda numa página obscura da História. Nosso colega cartunista desenhará a página.