Olá, amigos d'A Caricatura do Brasil! Os últimos informes oriundos do Distrito Federal dão conta de uma estranha espécie de morcego mutante. Fiquem atentos, é possível que a praga já tenha se espalhado por outras regiões do país... ...fechem as janelas!
Logo no início de seu 18 Brumário, Marx aponta: "Hegel observa em uma de suas obras que todos os fatos e personagens de grande importância na história do mundo ocorrem, por assim dizer, duas vezes. E esqueceu-se de acrescentar: a primeira vez como tragédia, a segunda como farsa".
Ao utilizar o nome de Simón Bolívar, parece a mim que Hugo Chávez lança mão de uma artimanha semelhante a de Luís Bonaparte: vale-se do prestígio político alheio para justificar sua "revolução"; evoca o espírito nacional e os gritos de uma outra era para servir de muro de arrimo social.
É triste quando o autoritário se veste do socialismo e pratica a barbárie que afirma combater.
Dia 30 é o dia nacional das HQs. Para registrar modesta, porém infalível, homenagem, posto minha interpretação de Angelo Agostini - autor da primeiro história em quadrinhos no Brasil. Essa caricatura foi feita a pedido de meu amigo virtual e grande artista Bira Dantas.
Nessa Charge acabei trocando o "K" de Kassab por "C"... mas resolvi deixar assim; esse prefeito merece! Entretanto, para quem quer publicar, deixo abaixo um Kassab com "K"
Posto uma das caricaturas que estou fazendo para exposição temática sobre futebol. Coisas para o caricaturista ganhar o seu pão durante a Copa do Mundo.
Olá, amigos d'A Caricatura do Brasil.
Deixo minha manifestação acerca dessa tragédia - que não considero apenas do Haiti, mas um triste capítulo na história da humanidade.
Espero que a corrente de solidariedade que vejo unir o mundo resulte numa ação concreta.
É com muita alegria que informo que as charges políticas postadas por mim neste humilde, porém soberbo, blog estão sendo publicadas na Gazeta de Limeira. Agradeço ao Marcos Paulino e a todos da redação. Deixo o link para quem quiser conferir: www.mundoplug.com.br/pdf/Plug051209.pdf
Desculpe a carência de notícias, mas aqui em Brasília estou dividindo o tempo entre a faculdade de sociologia e o trabalho. As coisas parecem ter melhorado, graças a Deus. Sabe aquele estágio na Casa Civil que tanto queria? Consegui a vaga! Havia muita gente na disputa, mas seu filho acabou se destacando – pode ficar orgulhosa. Meu trabalho é revisar textos que, acredite a senhora, ninguém sequer passa os olhos; o presidente da república assina e a nação caminha. A primeira tarefa que recebi foi revisar o programa Nacional de Direitos Humanos. Como tinha certeza de que eu seria o único a ler esse documento, não tive dúvida: peguei uma caneta, risquei os artigos que achei desinteressantes para o país e acrescentei outros que considero os grandes problemas do Brasil: anistia, casamento gay, aborto, reforma agrária, e umas coisinhas aqui e ali. Sei que existem órgãos específicos para tratar dessas questões, mas ainda não tive essa aula na faculdade. Acabei de mandar a redação final para a mesa do Lula; se tudo der certo, até semana que vem, acabarei com as nossas injustiças históricas - e olha que ainda estou no primeiro ano da graduação!
Alberico tinha todos os atributos para ocupar o cargo de bêbado oficial do município de Piriquita da Serra; bebia, metodicamente, todas as manhãs, promovendo um festival etílico que alcançava o luar, desquitando a boca da garrafa apenas para o consumo de duas ou três empadas de palmito. Em verdade, tinha mania de, no cume da bebedeira, meter-se na pele dos poetas e declamar versos de Camões – o que fazia rir até aos mais sisudos. Dormia às portas da capela de Nossa Senhora dos Remédios, com bênção do pároco e aprovação das beatas. Verdade seja dita, a população de Piriquita da Serra nutria pelo bebum certa simpatia tão comum às relações socialmente desiguais: mais por curiosidade exótica do que por identificação humana. Só havia uma imposição quanto à conduta do sem teto: era proibido urinar nas ruas quando o bispo estava em Piriquita da Serra.
Ocorreu que, numa noite de véspera de Reis, Alberico, exasperado, arranhado em carne viva, invadiu a delegacia com uma demanda: queria, em suas palavras, “notificar uma ocorrência boletinesca”.
-O que aconteceu, Alberico? – perguntou o sonolento policial, sem estranhar o estado do querelante.
-Já que o Bispo está na cidade desde tresanteontem, eu procurava um lugar pra mijar, seu guarda. Aí, fui atacado pela Cabra Cabriola.
Sem contradizer o depoente, e querendo fazer troça às custas do bêbado, o plantonista da delegacia disse que essa Cabra Cabriola devia estar com muita fome, já que, como se sabe, esse tipo de monstro só come criança desobediente; e deu um conselho:
-Se essa coisa ruim aparecer de novo, Alberico, você diz que já é homem feito; diz que a qualidade de carne de adulto não faz parte do cardápio da Cabra Cabriola. Entendeu?
-Entendi. Será que posso usá a casinha? Tô muito apertado!
-Isso aqui não é hotel, Alberico. Agora vai que minha paciência tem limite.
E saiu o bebum, com passos apertados, sentindo, mais a urgência da urina do que os ferimentos. Duas horas depois, voltou à delegacia, banhado em sangue.
-Mas o que aconteceu agora, homem de Deus?
-Cabra Cabriola.
-Você não explicou que era adulto?
-Expliquei, mas como tava com uma rodela de urina na calça, a bicha não querditô.
* a ilustração acima foi feita para a matéria da Revista Carta Fundamental.
Antes de tudo, quero que o senhor saiba que tenho muito gosto em assistir seu Jornal. Espio todo dia as notícias que o senhor comenta bonito e bem-falado, como só gente estudada sabe fazer. Mas não escrevo pelas coisas da televisão, escrevo por motivo de trabalho. Meu trabalho. Quando apanhei o seu lixo, na sexta última, o saco tava meio aberto e um cheiro estranho saía dele - não me entenda mal, é certo que lixo fede, mas têm cheiros e cheiros! A tal fedentina não era de coisa defecada, era de coisa apodrecida. Ficou todo mundo curioso pra saber que danado de cheiro era aquele. Eu não queria vasculhar o seu lixo, mas o Tonho parou o caminhão e disse que se não soubesse o que tava carregando, não ia mais dirigir. A gente esvaziou o saco na calçada e viu o que tava fedendo... era porco. Espírito de Porco. De modo que se o senhor estiver sentindo falta de alguma coisa, fique preocupado não, a gente sabe onde tá.
Feliz ano novo e que Deus dê em dobro aquilo que o senhor nos deseja.
É natal, meus queridos! Época de confraternização e exercício de tolerância; época de expandirmos nossa percepção e de chamarmos o outro de irmão. Festejemos, portanto, com a certeza de que, ao menos na data acordada para a celebração do nascimento do Cristo, a paz inundará os corações humanos, dando-nos a oportunidade de passar algumas horas sem estripar ninguém.
A grande expectativa que avizinhou a COP 15 só fez aumentar a sensação de perda ante os parcos resultados práticos. O mundo perdeu a grande oportunidade de começar agora o que é inevitável; a maioria dos chefes de Estado perdeu a oportunidade de escrever seus nomes na história - como expressão dos anseios de uma nova era. Esperemos que o planeta não entre em colapso antes dos interesses econômicos conflitantes encontrarem um meio-termo.
Fico muito feliz em participar da campanha Todos Contra o Crack, iniciativa da talentosa Jana Lauxen - clique para acessar a página oficial. Pegue o selo, poste em seu blog, escreva, fale, berre, participe!
Estou acompanhando a Cop 15 e, ao contrário de muitos, sou otimista.
Penso não falar nenhum absurdo quando afirmo que as ideias de desenvolvimento sustentável e consumo responsável já começam a construir morada nos valores populares. Pela primeira vez a humanidade encara um problema maior do que seu ego: a escassez de matéria prima e o colapso do que sustenta a vida no planeta. Aguardemos um acordo... mesmo que seja uma colcha de retalhos.
Olá, amigos d'A Caricatura do Brasil! Estou participando da exposição coletiva de caricaturas Brasil do Bem, projeto do cartunista e professor da Faculdade de Comunicação da Universidade Metodista de S. Paulo, Mario Dimov Mastrotti, juntamente com a Secretaria de Cultura de S. Caetano do Sul. Vale dar um pulinho até a Pinacoteca de São Caetano do Sul e conferir esse time de caricaturistas: Luigi Rocco, Mastrotti, Waldez, Humberto Pessoa, Ricardo Soares , Wagner Passos, Rice, J.Bosco, Gilmar, Sandro Melo, Zitto, Tessarini, Mayrink, Toni D’Agostinho, Spacca, Brum, Pedro Krause, Gisele Henriques, Renato Stegun, William, Alecrim, Amorim, Fernandes, Antonio Carlos Pires, Pires, Xavier, Orlandeli, Emerson Ferrandini,Bira Dantas, Ulisses, Carriero e Junior Lopes.
Agradeço ao Mário e ao pessoal da Secretaria de Cultura pela oportunidade.
Visitação de 14 de dezembro de 2009 até 30 de janeiro de 2010 - de segunda a sexta,das 9:00hs às 17:00h; sábado,das 9:00hs às 13:00h. Local: Pinacoteca Municipal - Av.Dr. Augusto de Toledo, 255-B. Sta Paula. Informações: 42234780
Gostaria de manifestar meu apoio ao governador José Arruda. Afinal de contas, é natural que se gaste um pouco mais com as compras de natal. Atire a primeira pedra aquele que nunca investiu R$ 50.000,00 na compra de mimos e regalos para a parentalha!
Às línguas ferinas, que insistem em dizer que a família do governador não é tão grande, esclareço que Arruda segue à risca o ensinamento do Cristo: somos todos irmãos - portanto, haja panetone!
Rápido anúncio: sábado próximo, dia 5/12 às 13.30h, este humilde - porém magnânimo! -, caricaturista que escreve, será entrevistado pela Rádio CBN. Falarei de charges políticas e deste nosso blog - que já é pensamento constante nas mentes de maior cabedal do país. Confiram!
Juro que tentei, durante toda a infância, ser bom de bola... mesmo odiando o futebol, adorava atender às expectativas paternas.
Juro que tentei, durante toda a adolescência, ser bom de bola... mesmo odiando o futebol, era movido pelos olhos das meninas que assistiam ao jogo.
Juro que tentei, durante toda a juventude, ser bom de bola...mesmo odiando o futebol, odiava mais ainda parecer obtuso nas conversas de bar.
Juro que tentei, durante toda a meia-idade, ser bom de bola... mesmo odiando o futebol, reunia-me no campo às quartas-feiras para ter uma válvula de escape que me aliviasse da carranca da esposa.
Juro que tentei, durante toda a velhice, ser bom de bola... mesmo odiando o futebol, fiquei com a obrigação de jogar com meu neto, sempre que o fedelho caprino aparecia à casa minha.
Hoje, às vésperas da morte, quando já não tenho mais pernas disponíveis para os gramados, a sociedade não espera que eu seja bom de bola, pergunto: meu Deus, por que eu nunca fui bom de bola? *a caricatura de Rui Barbosa faz parte de uma futura exposição.
** a partir desta postagem, todos os comentários serão respondidos no próprio blog - deixe o seu!
Sujeito quase universal é o mímico. Esse artista lida com os signos do corpo, que, independentemente da nacionalidade do espectador, são facilmente interpretados. Ele anda como se tivesse combatendo uma ventania, esbarra em paredes imaginárias, brinca com sua máscara expressiva... o mímico é realmente um cidadão do mundo. É pena que a Conferência Climática de Copenhague (Cop 15), não tenha um workshop de mímica destinado aos governantes dos países que mais poluem o planeta; houvesse, a mímica seria a única forma de comunicação em meio ao silêncio natural que agoniza; houvesse, a língua do dinheiro não deitaria, soberana, no berço da universalidade.
Poucos são os votos em partido - oposição e situação são apenas um contraste brigando por governabilidade;
Poucos são os votos por ideologia - as ideias, pela prática, convergiram para o centro;
Poucos são os votos por um projeto de nação - o projeto sempre foi o de continuidade do poder;
Muitos são os votos por carisma - que não me deixem mentir os marqueteiros, estatísticos, esteticistas e cabeleireiros.
Acompanhando a dinâmica que apresenta a sociedade, os super-heróis mudaram. Não são os defensores da moral - já que a moral entrou em contradição com a ética; Não guardam os bons costumes - posto que bom costume virou sinônimo de etiqueta; Não ajudam os fracos - uma vez que o Estado deve zelar por eles; Não cuidam dos desamparados - pois, no país do jeitinho, aprende-se cedo as regras da sobrevivência; Não possuem capa ou usam cuecas sobre as calças - para não caírem nas garras do riso alheio.
Pobres super-heróis... quiseram salvar um mundo que não quis ser salvo.
* a ilustração acima foi feita para a Revista Galileu da Editora Globo.
Olá, amigos d'A Caricatura! Se existe na política uma personalidade com carisma - no sentido que propõe o sociólogo Max Weber, - é Lula, que transforma até apagão em capital político. Logo teremos uma estatal fabricando velas, com ações "pipocando" na bolsa!
Olá, amigos d'A Caricatura! Aqui em casa, a patroa adora uma promoção; em sua homenagem, publico uma imperdível - que, casualmente, é de 50 Razões Para Rir, meu primeiro livro de caricaturas, já adquirido pelas mentes mais espirituosas do planeta! Eis o link: http://livraria.folha.com.br/catalogo/1024884/50-razoes-para-rir
Quando penso que demos um passo em direção a um futuro mais tolerante, damos dois pro passado obscuro. Fica um aprendizado: não subestime o potencial violento do moralista; é como umidade em velhas paredes.
Olá, amigos d'A Caricatura. Post rápido e rasteiro: essa é uma caricatura de Mihai Eminescu - escritor nascido na Romênia. Faz parte de uma mostra sobre personalidades daquele país, cuja distância não me impediu de participar. Coisas do "encolhimento do mundo" em tempos de internet.
Olá, amigos d'A Caricatura. Eis uma homenagem a Levi- Strauss. Existem pessoas que imprimem seus pensamentos, a ferro quente, na história da humanidade; o antropólogo foi uma delas. Um adeus e dois sorrisos.